Sou free mas não quero sofrer
Quem já não foi confundido com um desocupado aí levanta a mão! Pois é, freela que é freela sempre é confundido com um desocupado que brinca de internet e fica o dia inteiro no MSN. Perigos da nova profissão!
Tem gente que acha que trabalho deve ser sinônimo de martírio e que fazer o que se gosta não passa de hobbie e passa tempo. Esses dias mesmo eu estava vendo no programa dominical Fantástico, uma reportagem sobre a proibição de babás nas piscinas do condomínio. Ué, o que tem de mais as babás irem pra piscina, elas não estarão cumprindo as tarefas de qualquer maneira, não estarão fazendo seu devido trabalho? Nãaaaaao, piscina é lazer e sentir prazer no trabalho não vale! Faça-me o favor…
Trabalhar em casa também é parecido. Eu tenho meu canto aqui no meu “home-office” (coloco entre aspas porque é meu quarto mesmo), fico descalça a maior parte do tempo e de camiseta e bermuda, daí minha mãe entra no quarto e me pergunta que horas eu vou fazer o arroz. Mãaaae, tô trabalhando! Em casa? É!!!
Freelancer também tem obrigações, prazos e não é porque eu vou pro cinema numa terça-feira às onze da manhã que eu não trabalho. Isso precisa mudar, então sugiro umas dicas que podem ser bastante úteis.
A primeira delas é deixar claro para as pessoas do seu convívio e da sua casa que você também é um profissional (não “sobrinho”!) e que está ganhando seu dinheiro e que muito dos seus contato de clientes e parceiros ficam no MSN.
MSN… Boa, se você estiver trabalhando, então crie um MSN de trabalho e um de lazer, exatamente para não dispersar e confundir os assuntos. Porque fica complexo se concentrar sabendo que aquele gato que você quer sair neste fim de semana está online.
Segunda: Estipule prazos e metas. Compre um daqueles quadros de cortiça que vende na Kalunga e crie uma tabela de jobs, prazos e metas, além de cumprimento de horário. É difícil pra um freela ter disciplina, ô se é. Afinal, nós somos o próprio chefe e se formos legais demais conosco mesmo a coisa não vai.
Terceira: Não é só porque você está em casa que você tem que ficar 20 horas na frente do computador trabalhando e brincando, jogando, cantando… Vá fazer uma academia durante o dia que tá mais vazia, não faça lá pelas sete da noite que lota e você só enrola! Pega um cinema, se você curte a própria companhia, vá fazer uma feira, coma frutas, acorde cedo e saia de casa pra se inspirar, ver coisas novas!
Então fica dado aqui o meu recado, seja free mas não se prenda. fui!

Muito bom Fernanda.. apesar de hoje eu estar em meu escritório também trabalho sozinho e a sensação para as outras pessoas (principalmente família) é a mesma….falo porque também já trabalhei em casa e por sinal estou querendo voltar.. os custos mensais do escritório estão acabando comigo. Se trabalhando no escritório já passo por isso imagina voltar a trabalhar em casa. É muito preconceito!
Parabéns pelo texto.
Fico imaginando as pessoas que conseguem obter renda suficiente do próprio blog, e vivem disso. Acho difícil os outros ao redor entenderem isso e não tentarem convencê-los a arrumar um emprego…
Quanto a sair de casa, isso é importante! Eu não sou freela, mas quando estou em casa costumo nem sair do meu quarto… Ainda bem que minha namorada vive me puxando da minha toca para o ar livre!
Interessante o artigo!
E então minha mãe entra no quarto e pergunta: “Ta trabalhando ou ta brincando?”.
Ou então , alguêm me vê andando de skate de manhã(tempo para inspiração neh) e pergunta: “E o trabalho?” “Ta indo bem!”.
Mais o melhor é quando rola o dialogo tipo: “E ai, para quando agente pode marcar?” “Só escolher que eu me organizo.” .
Realmente a questão da vida de freelancer não é nada fácil… não só na questão de “convencer” as pessoas de casa, mas também de pegar alguns “clientes” que pensam que freela é diretamente igual a estagiário - com todo respeito aos estagiários, mas é que estagiário é diretamente proporcional a muito trabalho e pouca renda…
Como o Diego Sousa disse… trabalhar em casa é confundido como brincar e talz…
Mas… nada pior do que eu ouvia da minha mãe qndo eu morava com ela…
“Meu filho… você precisa deixar esse vício de computador!”
A mãe e a família começam a te levar a sério só quando começa a entrar dim dim na sua conta. E é claro… pagando as contas. rs!
Pelo menos comigo foi assim ;D
Pois é Joares, os clientes chama um freela já pensando em economizar, como se fosse chamar um “sobrinho” para fazer o trabalho.
PS.: é Diogo com “o” e Souza com “z”
Olá minha querida amiga,
Pois é, o freelancer é livre para estipular seus horarios ja que ele é seu padrão, porem não é livre de responsabilidade. Afinal ela também trabalha para ganhar dinheiro$.
Mas, ter um home-office legal, bastante trabalho com clientes legais (que não dão trabalho de “maleza”) e que pagam certo, é sonho de qualquer profissional autônomo. Basta ter conhecimento suficiente pra se manter no meio da briga desse mercado de trabalho.
Abração
Foi malz DIOGO SOUZA… uahuahuahuahuaa…
Essa semana que passou, mais precisamente no dia 14.02, fui receber a grana de um site que eu tinha feito, daí quem pagou foi o pai da menina, pois ele não tinha conseguido transferir pra minha conta o dinheiro. Chegando lá o cara disse que queria um site também… eu disse que faria um projeto sobre o site referente ao mercado que ele está inserido e depois marcaríamos uma reunião pra fazermos o briefing… a frase que eu ouço…
“Não… meu site vai ser pequeno e queria ver com você um desconto no preço que você vai me passar” - Detalhe… eu nem tinha dito o preço nem nada… depois veio a célebre frase…
“Estou inserido numa rede onde tenho mais de 100 contatos, você fazendo o site baratinho pra mim, eu te apresento a todos eles e você já terá mais de 100 sites pra fazer…” - Alguém já ouviu uma frases dessas? heheheh…
Foi o jeito entregar logo os pontos e dizer que essa frase de “apresentar a outros” é mais antiga que andar pra frente e que antes mesmo de receber o orçamento ele já estava pedindo desconto é porque ele não estava tendo respeito com meu profissionalismo, pois, caso eu chegasse na farmácia dele e antes de saber o preço, eu perguntasse se ele poderia faze a preço de custo… com certeza ele acharia que eu estaria desvalorizando o mercado dele…
Enfim… decidi não fazer o site pra ele… pois não valeria o desgaste…
hauhauhaua, nossa Joarez… esse case é clássico! E fez muito bem em recusar, às vezes compensa mais desistir de um projeto do que pegar um cliente-problema. Cada dia que passa eu não me sinto mais sozinha… tem coisas que a gente pensa que só acontece com a gente!
É Joares.. com S no final… hauhauahuha…
Tá vingando o Diogo? heuheuheu
Um link que tem tudo a ver com esse post…
http://imasters.uol.com.br/artigo/7979/carreira/freelance_a_arte_de_dizer_nao/
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Nem qm postou pensou que renderia tanto… hehehe
Olá! Amei esse texto! Dicas preciosas com muito bom humor. Parabens pelo blog! Fiz um post sobre esse texto e o blog de vcs, qdo der dêem uma passadinha lá. http://leticianogueira.blogspot.com/