Freelancer vive ou sobrevive ?
É incrível coincidência, ou é realmente fato que a maioria dos freelancers são jovens, solteiros, e moram ou na casa dos pais, ou sozinhos ?

Outro dia, conversando com um amigo e cliente meu, ele me perguntou: “Hélio, você pretende ser freelancer para sempre ?” e antes que eu respondesse, ele continuou: “Não, porque se você pretender ser freelancer mesmo, pode esquecer mulher, família e vida estável! Prepare-se sempre para o imprevisível dia de amanhã!” Naquele momento eu realmente não sabia o que dizer a ele. Travei, e resolvi pensar melhor sobre o assunto.
Pensando rapidamente, eu lembrei de alguns conhecidos que também são freelancers, e seja coincidência ou não, todos são:
- Solteiros - alguns namoram;
- Moram com os pais;
- Tem entre 18 e 26 anos;
A primeira vista, ser freelancer é tudo as mil maravilhas. Para um jovem entre 16 e 20 anos, é tudo que ele poderia querer da vida, tanto que é a opção de vários jovens nas áreas - principalmente na área de informática - mas, será que vale a pena abraçar a profissão com toda a força e correr o risco de levar uma vida instável ?
Vamos analisar a vida do outro lado da ponte: com emprego fixo, teriamos:
- Salário fixo
- Horário de trabalho fixo
- 13° salário
- Férias
- Registro em carteira
- Ambiente fixo para trabalho
- Chefe ou líder de projeto (jamais encare isto como algo ruim!)
- Finais de semana possivelmente livres para fazer suas coisas
- e se você trabalhar na Google, teria 20% do seu tempo livre para fazer seus projetos particulares
Tentador ?
Para concluir, deixo a critério de vocês dizerem o que pensam a respeito. Dá para viver como freelancer ? Ou apenas “sobreviver” com o básico e sem família e compromissos ? Conto com sua participação através dos comentários.

ola, gosto muito do blog,
jah recomendei a amigos,
e nao deixo de ler por rss.
em relacao ao post, acredito que ser freelancer eh exatamente isso, pois quando você passa a ter, “preocupações de empresa”, vc deve se comportar tal como uma, e deixar de ser freelance no sentido de apenas trabalhos de 3 e priorizar projetos maiores ecom maior estabilidade, de repente, ateh criar algum produto que você consiga distribuir!?
Cara, ser freelancer limita o seu crescimento. Vou explicar. Você trabalhando sozinho vai acabar chegando num limite de produção impossível de ultrapassar. E olha que você não vai gastar todo o seu tempo produzindo, afinal de contas você planeja, projeta, vende, produz, e administra tudo sozinho.
Agora, o freelancer tem dentro de sí a chama empreendedora. (Bonito isso hein?)
Sendo você um profissional bom o crescimento é inevitável. Você vai chegar no seu limite de produção, mas seu negócio continuará querendo crescer. Chegará o momento em que você perceberá que o fato de estar sozinho está impedindo o seu sucesso. Entram então outros colaboradores e aí, meu amigo, estará criado o embrião da sua futura empresa.
Todas aquelas “vantagens” de um emprego formal que você colocou no seu texto não são assim tão atrativas pra quem tem o espírito empreendedor.
Grande abraço,
rics
Rapaz, quando chegam os filhos, tudo muda… rsrs
Abraço e parabéns!
Hmmmm….. será que dez anos sem carteira assinada podem servir de base para os comentários? Vamos lá:
Sou freelance. Digo, “sou” freelance pois mesmo hoje estando fora do país e trabalhando na ONU, não sou parte da estrutura. Não gosto, em absoluto de férias, 13 e ambiente fixo de trabalho (o que chamo de baia). Tive, como “freelance” a oportunidade de viajar o mundo, de conhecer muito, de fazer muito. Grana? Se a coisa se resume em grana, vá ser traficante ou cafetão. É o que dá de melhor grana.
Não consigo imaginar minha vida de forma diferente, preso dentro de uma empresa. Dizem que tenho prazo de validade curto pois sempre troco (a cada ano mais ou menos) e continuo empregável, trabalhando e acima de tudo, fazendo só o que gosto.
Será que existe dinheiro que pague isso? Fazer só o que gosta?
Saudações
Concordo com o Paulino.
E outra coisa, como somos é freelancers, tem sempre que ter reservas financeiras e também um meio para se aposentar (INSS, investimentos para o futuro, etc. Cada um tem que escolher o que prefere).
Acho que é exatamente o que o rics falou.
Empreendedores não tem os benefícios citados também. Todo mês é uma briga. Conseguiu clientes grandes? A briga então é matê-los. A questão é que nunca haverá estabilidade para estas pessoas.
Para quem tem isto no sangue, não é questão de aventura, é necessidade. Assim como o Paulino aí. Não sossega em lugar algum.
Trabalhei um bom tempo em agência de pp. No meio da publicidade e propaganda, fotógrafos freelancers são tão normais quanto webdesigners.
A questão é que, um profissional que já tenha nome, começa a ser mais requisitado e como o ric falou, chega a um limite, certo? Bom, lei da oferta e da procura: se há muita demanda, e oferta limitada, o preço sobe. E é aí que você pode se considerar um freelancer de sucesso. Quando você pode cobrar um valor/hora acima da média pois seu nome e seu trabalho já são reconhecidos.
Acho que o trabalho numa empresa deve signifcar possibilidade de networking diferenciado. Você poderá ter contato com clientes e outros profissionais que nunca conseguiria chegar sozinho.
[]s
Antes de mais nada, não sou freela.
Sou um empregado batendo as asas para iniciar vôo solo tocando a(s) minha(s) empresas(s).
Meu ponto de vista é o mesmo do “rics”: ser SÓ freela limita seu potencial de crescimento. Todos temos uma capacidade produtiva limitada. Ninguém consegue ter escala de produção sozinho. Precisa de mais gente.
E aí temos um problema. O freela, normalmente um técnico, começa a chamar mais gente para dar conta de seus trabalhos.
E a partir do momento que você tem pessoas trabalhando sob sua supervisão, você não pode mais simplesmente ser um técnico. Você tem que ser um gestor.
Se você não for um bom gestor e não der a sorte de contratar pessoas tão boas tecnicamente quanto você, a qualidade dos trabalhos entregues vai diminuir e, consequentemente, os clientes que você conquistou tendem a ficar insatisfeitos.
Por isso, se sua paixão é programar, meter a mão na massa e ver o resultado do SEU trabalho e sentir prazer nisso, não tente criar uma empresa para crescer. Seu negócio é ser feliz fazendo o que gosta, como o Paulino disse.
E, nesse caso, vejo mais condições de poder planejar sua vida sendo empregado do que sendo freela. Desde que você trabalhe numa boa empresa que valorize o que você sabe fazer.
Minha(s) empresa(s) valorizarão. Terão, inclusive os “20% Google”.
Vale o melhor dos dois mundos?
Tenho a estabilidade que um emprego fixo pode proporcionar e tb sou free-lancer free-lancer… Eventualmente toco um projeto para um cliente ‘por fora’, mas sem vínculo nenhum com a empresa, fica bem claro!
Acho que mantenho aí um ponto de equilíbrio. Lógico, não dá para pegar todas as propostas, pois às vezes os horários são incompatíveis, mas quem sabe, quando as técnicas de clonagem ficarem populares… rsrsrs
Esse realmente é um tema interessante…
Eu recusei 3 trampos fixos, por causa de salario baixo, mais não sei se recusaria um de sálario alto…
No entanto acho que todo freelance na area Web ou gráfica acaba abrindo um escritorio ou loja (acho que é uma maneira de fazer as coisas como gente grande XD)
Esse site é otimo, parabens
Olá a todos. O site continua com temas muito bons, parabéns!
Minha opinião é que dá sim pra ser freelancer numa boa e sem correr os riscos citados acima. Basta que você seja competente no que faz e também saber vender seu “peixe”. Eu trabalho em parceria com um colega, ele faz a programação e eu o design. Sempre estamos indicando trabalhos e possíveis clientes. Além disso, prestamos serviços a mais algumas empresas. Então, volto a reafirmar que sim, é possível viver como freelancer.
Quanto ao “empreendorismo”, também citado, acredito que todo freelancer é um pouco empreendedor; caso contrário estaria trabalhando em uma empresa como empregado. Nada conta, que fique bem claro! Os dois lados possuem benefícios e contra-tempos. Cada um deve seguir o que achar mais conveniente.
Quem quer atuar como freelancer deve sempre se atentar as “flutuações de clientes” e para isso um bom planejamento financeiro se faz necessário.
Espero que esse post gere mais alguns sobre o mesmo tema, pois ainda dá pra discutir muito mais…
Abraço a todos!
[…] que levam a pensar a respeito sobre o trabalho de freelancers e ajuda a tomar decisões. Esse artigo fala sobre o dia a dia de um freelancer e questiona se ele vive ou sobrevive. O artigo é bem […]
Aos quase 42 anos sou freelancer ou melhor dizendo, profissonal autônomo.
Na área de design parece que ser freelancer é coisa de jovem despreocupado - pode até ser, mas conheço vários que regulam com minha idade e levam isso muuito a sério.
Parece que ser freela é um “momento” entre um emprego ou outro ou antes do primeiro emprego. Eu tenho uma visão mais empreendedora e acredito que tenho o meu negócio. E que estou crescendo profissionalmente a cada momento. Concordo com o que tem sido comentado nesse post.
galera, sou novo aqui!
Mas vou dar minha opinião, sempre trabalhei em empresas com todos os beneficios.(estou fora).
Estou entrando no mercado web Design agora, e estou gostando muito, pois está me trazendo um dinheiro muito bom.
Galera, home office e o futuro!
Na minha opinião Freelancer de informática pode ganhar bem melhor que emprego fixo. Basta ser organizado, ter perfil e ficar um pouco conhecido no mercado. Eu trabalho com redes/infra-estrutura, sendo que em breve penso em voltar a ser freelancer, é muito melhor, nem se compara…
Se ser freelancer é tão ruim assim, o que seria dos profissionais liberais? O freelancer ´é um profissional autonomo, o profissional liberal tambem ´é. Ambos estão sempre correndo atras de clientes e a incerteza ´é a mesma. No entanto, conheço vários profissionais liberais que tem filhos na faculdade. ´É uma questão de metas, eu diria.