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Quem cobra barato não é levado a sério

Há muito venho trabalhando como freelancer e por conseqüência atendo os mais variados tipos de clientes, desde aquele que sabe o que quer até os que não fazem idéia para que serve um site, apenas querem marcar presença e ter o site da empresa na internet. Em ambos os casos, todos querem desconto e pagar o menos possível por muito mais, foi pensando nisso que criei um produto padrão para vender no velho estilo casas bahia.

Gráfico

Recentemente lancei a proposta deste produto que envolve a tão famosa prostituição por preço, na verdade nem cheguei a desenvolver qualquer material de divulgação ainda por que não tive muito tempo para isso, apenas tenho abordado possíveis clientes e apresentado documentos em .doc o qual envolve valores, planos, características do projeto e informações gerais sobre o mesmo. Obviamente meu objetivo é ganhar com a quantidade de clientes e tenho conseguido de forma eficaz a atenção e fechar tais propostas, por este motivo ainda não criei o material de divulgação; já tenho tido uma boa aceitação do produto sem, imagina com. Decidi, então, esperar mais um pouco para iniciar o desenvolvimento do ambiente. Mas vale a pena cobrar barato por um site?

Bom, até agora ainda não cheguei a uma conclusão se vale ou não a pena. Apesar do projeto em si estar começando a ganhar uma cara personalizada e profissional agora, o trabalho que ando tendo com os clientes está muito mais difícil do que o desenvolvimento do sistema em si. Enquanto trabalho tentando cobrar as responsabilidades e solicitando incansavelmente por documentação e um feedback mais ágil por parte do cliente, eu, freelancer, acabo por ficar a ver navios por muito tempo. Digo isso pois chega na casa de uma semana para receber uma simples aceite.

Ok, mas o que pode ter relação uma coisa com a outra? Até hoje não tive tanto problema assim com meus clientes de sites, ao meu ver isso ocorre justamente pelo valor baixo que estou cobrando que viabiliza a entrada de determinada empresa no mercado da internet antes do que elas imaginavam ou antes delas estarem preparadas para tal. Sempre que cobro um preço justo meus clientes fazem jus ao preço pago e atenciosamente estão buscando sempre se alinhar com projeto, assim consigo transmitir muito mais confiança e profissionalismo, sem contar a agilidade em entregar o serviço pronto bem antes do prazo final. Mas quando o valor é baixo, a atenção que tenho é proporcional ao valor cobrado e isso influencia diretamente no tempo de entrega do site, estourando todos os prazos que havia inicialmente estipulado para as entregas -tanto entrega de material necessário para o desenvolvimento, quanto qualquer outra que envolva trabalho por parte do cliente-.

Eu não sou a favor da prostituição de mão de obra especializada, entretanto fiz um planejamento para este projeto buscando quantidade de clientes (apenas reforçando), mas me pego questionando por muitas vezes se vale a pena continuar com esse projeto de pacote pronto se meus clientes além de atrasarem tudo, não me olham com ar de profissionalismo. Irei manter a estratégia por mais algum tempo e reportarei a vocês em algumas semanas como está esse mercado que venho tentando atingir.

Sinceramente, estou ganhando muito mais com um site personalizado por mês do que dez projetos deste. Apenas gostaria de deixar bem claro que não faço distinção entre os clientes de produto personalizado ou um cliente de produto pacotão, todos eles trato da mesma maneira e utilizo quase sempre os mesmos métodos e processos para a abstração dos dados e feedback. Não está sendo vantajoso ainda, mas gostaria de sua opinião, O que você acha? Vale a pena manter essa estratégia ou oferecer algo personalizado por um investimento maior por parte do cliente?

Deve ser levado em consideração que um projeto personalizado e mais caro, normalmente as empresas me procuram para desenvolve-lo e foi programado pelo gestor da empresa que ela realmente precisa. Já os “pacotões” muitas vezes descartáveis e/ou provisórios são apaga-fogueiras ou mesmo aproveitar a oportunidade de ter sua marca na internet “de uma vez por todas, vai”.

Um grande abraço e uma ótima semana a todos!

Qual projeto que desenvolverei ontem?

ta olhando o queDurante minha aula de Convergencia em TI, me questionei em relação a um trabalho que estou desenvolvendo sobre qual seria seu público-alvo, e cheguei a uma conclusão me fazendo uma simples pergunta: “Que projeto estou desenvolvendo agora”.

Logo que saio de um projeto e dou de frente com outro ou então quando estou desenvolvendo dois ou mais simultaneamente, me perco na idéia do que está sendo trabalhado ali. Quando me pego viajando literalmente na maionese, estou implementando classes iguais, estruturas extremamente similares, não que isso seja errado e é até bom para criar um padrão de desenvolvimento seu, mas não vem ao caso agora, o problema é que começo a desenvolver padrões os quais se refletem no proeto como sendo aquela mesmisse de sempre, sem o “ahhhh” que nossos clientes gostam tanto, aquelas barrinhas com efeito de aparecer/desaparecer, na verdade perco a eficácia, apenas estou trabalhando com a eficiência no projeto.

Pois bem, cheguei em casa e corri para frente do computador com o intuito de levantar novamente os dados necessários e rever o projeto. Revisei a documentação, acessei sites de concorrentes, fiz novamente uma pesquisa de público-alvo, foco em quais conteúdos eu deveria dar, estratégias que outras empresas utilizavam e seus modelos de negócio.

Bem, por que eu estava fazendo isso novamente se já havia sido feito? Por que nós nos acostumamos com a idéia, não podemos, claro, nos dar ao luxo de refazer o projeto toda hora, não é isto e NEM passou pela minha cabeça tal refação. O que estive fazendo na verdade foi apenas buscar clarear minhas idéias e voltar ao projeto como se fosse uma pessoa nova sem os vícios antigos. Nós pesquisamos concorrentes quando iniciamos o projeto, pesquisamos o design quando iniciamos o layout, e depois de um tempo que isto já está pronto? Assim que tomamos um rumo, vamos em frente como carrinhos de autorama! As etapas dos porjetos devem ser respeitadas, lembrem-se sempre disso! mas é bom criar novos pontos de vista para analizar erros e não mais comete-los no proximo projeto.

Uma coisa interessante em uma palestra que vi de um gerente de projetos, o qual achei muito boa, entretanto não me recordo agora o nome do palestrante, ele disse “sempre que vocÊ ver algo errado, ANOTE! é, anote mesmo. Pegue um caderno ou qualquer meio que queiras e anote. Não há mal algum e você não aloca um recurso valiozo que é sua mente para um detalhe que concerteza você irá esquecer”. Pois bem, anotando ou não, estou criando um todo de “como desenvolver projetos e seus passos”, quando uma delas é falha ou então não me atende por completo, revejo-a e altero praticando assim a melhoria contínua.

Sou free mas não quero sofrer

freelancer.jpgQuem já não foi confundido com um desocupado aí levanta a mão! Pois é, freela que é freela sempre é confundido com um desocupado que brinca de internet e fica o dia inteiro no MSN. Perigos da nova profissão!

Tem gente que acha que trabalho deve ser sinônimo de martírio e que fazer o que se gosta não passa de hobbie e passa tempo. Esses dias mesmo eu estava vendo no programa dominical Fantástico, uma reportagem sobre a proibição de babás nas piscinas do condomínio. Ué, o que tem de mais as babás irem pra piscina, elas não estarão cumprindo as tarefas de qualquer maneira, não estarão fazendo seu devido trabalho? Nãaaaaao, piscina é lazer e sentir prazer no trabalho não vale! Faça-me o favor…

Trabalhar em casa também é parecido. Eu tenho meu canto aqui no meu “home-office” (coloco entre aspas porque é meu quarto mesmo), fico descalça a maior parte do tempo e de camiseta e bermuda, daí minha mãe entra no quarto e me pergunta que horas eu vou fazer o arroz. Mãaaae, tô trabalhando! Em casa? É!!!

Freelancer também tem obrigações, prazos e não é porque eu vou pro cinema numa terça-feira às onze da manhã que eu não trabalho. Isso precisa mudar, então sugiro umas dicas que podem ser bastante úteis.

A primeira delas é deixar claro para as pessoas do seu convívio e da sua casa que você também é um profissional (não “sobrinho”!) e que está ganhando seu dinheiro e que muito dos seus contato de clientes e parceiros ficam no MSN.

MSN… Boa, se você estiver trabalhando, então crie um MSN de trabalho e um de lazer, exatamente para não dispersar e confundir os assuntos. Porque fica complexo se concentrar sabendo que aquele gato que você quer sair neste fim de semana está online.

Segunda: Estipule prazos e metas. Compre um daqueles quadros de cortiça que vende na Kalunga e crie uma tabela de jobs, prazos e metas, além de cumprimento de horário. É difícil pra um freela ter disciplina, ô se é. Afinal, nós somos o próprio chefe e se formos legais demais conosco mesmo a coisa não vai.

Terceira: Não é só porque você está em casa que você tem que ficar 20 horas na frente do computador trabalhando e brincando, jogando, cantando… Vá fazer uma academia durante o dia que tá mais vazia, não faça lá pelas sete da noite que lota e você só enrola! Pega um cinema, se você curte a própria companhia, vá fazer uma feira, coma frutas, acorde cedo e saia de casa pra se inspirar, ver coisas novas!

Então fica dado aqui o meu recado, seja free mas não se prenda. fui!

O que você acha de fazermos uma parceria? Vamos ficar ricos!

Como dizem, esmola de mais o santo desconfia, pois bem parceria para desenvolvimento é como um novo amigo, sempre esperamos muito mais do que no final a outra ponta da corda tem a oferecer.

parceria

Esperto: A idéia não tem erro! Só falta você desenvolver este projeto e depois sentar e esperar a grana entrar na conta!
Desenvolvedor: Caraca! Beleza, e quanto eu levo no final das contas?
Esperto: Cara, 1% ta ótimo, olha só a planilha…. em um mês teremos 5.000 clientes quase!!!!
Desenvolvedor: ah! o.O

Se você já se deparou com esse cenário, ria, por que no final é engraçado; Se você nunca se deparou ou está se deparando, chore, por que o problema vai te trazer muita frustração.

Claro, existem lá os bons e os ruins, o nosso maior problema é conseguir acertar quando o projeto é bom né, estou ainda tentando ganhar em raspadinha, mega-sena, e algum projeto bom. Vira-e-meche me aparece alguém com alguma proposta de parceria só que hoje em dia tenho mais o que fazer e também com os tombos que se aprende a andar, certo?! Na maioria dos casos escuto a mesma filosofia e ideologia de milhões de reais e bilhões de clientes que irão brotar da noite para o dia, pois é simples, é só desenvolver e anunciar que a idéia pega. eheheheh

Conversando com um amigo a respeito deste assunto, o mesmo me relatou uma história que ficou em cima de um projeto por quase seis meses, programando, desenvolvendo, criando, mexendo, desmexendo e a promessa era sempre a mesma, até comecei a rir pois até parece religião.

O caso era: Desenvolver um sistema de cadastro de imóveis de uma cidade. O sistema nem saiu do nosso querido http://localhost/projeto e foi direto pra lixeira, após seis meses de tempo perdido e MUITA experiência ganha..

Quando alguém lhe bater a porta oferecendo a enciclopédia Barsa, amigo, estude muito o projeto antes de ir tomar umas cervejas com o seu novo sócio, leve em consideração custos, amplitude do projeto, um ponto importante desenvolver uma WBS, tempo de desenvolvimento e todos os aspectos que é necessário levantar para criar um briefing, pois apesar de tudo o cara está anteriormente ao convite, tentando lhe passar uma idéia do produto, mas desta vez quem é o comprador é você.

Esse post foi só pra ressuscitar o blog e um alerta, pois hoje vieram me oferecer a Barsa só que disse que utilizava a wikipedia.

Um abraço e bom carnaval!

Freelancer vive ou sobrevive ?

É incrível coincidência, ou é realmente fato que a maioria dos freelancers são jovens, solteiros, e moram ou na casa dos pais, ou sozinhos ?

Home office

Outro dia, conversando com um amigo e cliente meu, ele me perguntou: “Hélio, você pretende ser freelancer para sempre ?” e antes que eu respondesse, ele continuou: “Não, porque se você pretender ser freelancer mesmo, pode esquecer mulher, família e vida estável! Prepare-se sempre para o imprevisível dia de amanhã!” Naquele momento eu realmente não sabia o que dizer a ele. Travei, e resolvi pensar melhor sobre o assunto.

Pensando rapidamente, eu lembrei de alguns conhecidos que também são freelancers, e seja coincidência ou não, todos são:

  • Solteiros - alguns namoram;
  • Moram com os pais;
  • Tem entre 18 e 26 anos;

A primeira vista, ser freelancer é tudo as mil maravilhas. Para um jovem entre 16 e 20 anos, é tudo que ele poderia querer da vida, tanto que é a opção de vários jovens nas áreas - principalmente na área de informática - mas, será que vale a pena abraçar a profissão com toda a força e correr o risco de levar uma vida instável ?

Vamos analisar a vida do outro lado da ponte: com emprego fixo, teriamos:

  • Salário fixo
  • Horário de trabalho fixo
  • 13° salário
  • Férias
  • Registro em carteira
  • Ambiente fixo para trabalho
  • Chefe ou líder de projeto (jamais encare isto como algo ruim!)
  • Finais de semana possivelmente livres para fazer suas coisas
  • e se você trabalhar na Google, teria 20% do seu tempo livre para fazer seus projetos particulares

Tentador ?

Para concluir, deixo a critério de vocês dizerem o que pensam a respeito. Dá para viver como freelancer ? Ou apenas “sobreviver” com o básico e sem família e compromissos ? Conto com sua participação através dos comentários.